#Rebobinando: O que aconteceu na Semana Global de Ação?
- The Climate Reality BR

- há 1 dia
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Atualizado: há 19 horas
Entre os dias 1 e 7 de junho, o The Climate Reality Project Brasil participou da Semana Global de Ação, mobilização internacional que reuniu pessoas em todo o mundo para defender energia limpa, acessível e justa nas cidades. Ao longo da semana, realizamos ações de incidência política, promovemos espaços de formação e fortalecemos o diálogo entre lideranças comunitárias, especialistas e tomadores de decisão em torno da agenda climática.

Energia Limpa nas Cidades
A Semana Global de Ação começou com mobilizações em defesa da energia limpa e acessível. Líderes da Realidade Climática de diferentes regiões do Brasil realizaram a entrega de petições em prefeituras e órgãos públicos, levando a mensagem de que a transição energética precisa acontecer de forma rápida, justa e com benefícios concretos para a população.


Participaram da ação a vereadora e ex-Secretária Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Tatiana Roque, e o Secretário Municipal de Administração, Bernardo Egas.


A ação integrou uma campanha global que busca ampliar o compromisso de autoridades locais com políticas voltadas à expansão da energia limpa nas cidades.


Circuito de Trocas e Saberes
Como parceiros institucionais da Rio Nature & Climate Week, realizamos o Circuito de Trocas e Saberes: Direitos Climáticos no Território, do Impacto à Ação, atividade contemplada pelo edital Grassroots e dedicada à construção de soluções climáticas a partir das experiências dos territórios.

Painel Impactos e soluções nos territórios periféricos
Com mediação de Isadora Gran, Coordenadora de Justiça Climática do The Climate Reality Project Brasil, o painel reuniu lideranças que atuam diretamente em territórios impactados pela crise climática. Cosme Felippsen compartilhou a experiência da Carta de Direitos Climáticos do Morro da Providência e Pequena África e sua trajetória de ativismo comunitário. Adriana Odara trouxe a perspectiva da Rebio Tinguá e sua atuação como ecofeminista e liderança do Movimento Negro Unificado. Brenda Vitória apresentou reflexões a partir de sua experiência na Maré, conectando raça, gênero e território, enquanto Carla Lima abordou os desafios e iniciativas desenvolvidas em São Gonçalo, articulando questões urbano-ambientais e mobilização comunitária.

O encontro destacou como comunidades periféricas têm construído respostas concretas para enfrentar os impactos da crise climática e fortalecer processos de incidência política local.
Painel Energia Limpa e Acessível nas Cidades
Mediado por Carolina Stavale, analista do The Climate Reality Project Brasil, o painel reuniu especialistas que atuam em diferentes frentes da transição energética. Cecilia Pestana, Diretora de Projetos Territoriais da Revolusolar, compartilhou experiências de energia popular e transformação energética em comunidades. Dalton Domingues apresentou contribuições relacionadas à mobilidade elétrica, logística sustentável e planejamento urbano, enquanto Kimberly Silva trouxe a perspectiva amazônida sobre clima, território, raça e gênero.

A conversa reforçou a importância de decisões locais para transformar a implementação da transição energética em realidade, garantindo acesso democrático aos benefícios da energia limpa.
Oficinas e formação para ação climática
A programação também contou com atividades práticas voltadas à formação de lideranças e multiplicadores. Na keynote de abertura, Vinicius Morais, cofundador do Instituto Decodifica, discutiu a importância da produção colaborativa de dados e narrativas capazes de representar as realidades vividas pelas comunidades e fortalecer estratégias de incidência política.

Na oficina Narrativas que Importam, Larissa Noguchi, jornalista da Rede Amazônidas pelo Clima e Agente do Verificado, abordou os impactos da desinformação climática e apresentou ferramentas para produção de conteúdo digital confiável e baseado em evidências.

Já a oficina Climate TRACE, conduzida por Gabriel Diniz, Diretor de Operações e Programas Estratégicos do Climate Reality Brasil, apresentou as funcionalidades da plataforma e suas aplicações para monitoramento de emissões, análise territorial e formulação de estratégias de incidência.

Encerrando a programação, Aline e Pierre, facilitadores franceses do Mural do Clima e referências internacionais na metodologia, conduziram uma introdução ao workshop colaborativo baseado nos relatórios do IPCC, que já mobilizou milhões de pessoas em mais de 150 países para compreender as causas e consequências das mudanças climáticas.

Lançamento do dossiê "Territórios do Bem Viver"
A Semana Global de Ação também foi marcada pelo lançamento do dossiê "Territórios do Bem Viver: pertenças, culturas e resistências", publicação dedicada à valorização de saberes, experiências e reflexões sobre justiça socioambiental, direitos dos povos originários, cultura e resistência nos diversos territórios brasileiros.

O encontro reuniu autoras e autores da publicação em uma conversa sobre pertencimento, identidade, memória e construção de futuros mais plurais e sustentáveis, fortalecendo o diálogo entre conhecimento acadêmico, atuação territorial e transformação social.
Seguimos em ação!
Da incidência política à formação de lideranças, dos debates sobre justiça climática às mobilizações por energia limpa, a Semana Global de Ação demonstrou a força da articulação entre territórios, organizações e pessoas comprometidas com a construção de cidades mais justas, resilientes e sustentáveis.

Seguimos fortalecendo essa rede e construindo caminhos para que a ação climática aconteça onde ela é mais necessária: nos territórios e junto às pessoas que vivem seus desafios todos os dias.




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