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Ecologia e consenso

Líder da Realidade Climática, Vera L. Saikovitch, entrevista Rudof Peter Schwark sobre a organização Econsenso


Por: Vera L. Saikovitch


Conversei em 5 de setembro por WhatsApp com o Eng. Rudi Schwark, que atua na área ambiental e a quem solicitei que me falasse sobre a organização com que colabora, Econsenso, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), criada em 2006 e da qual é diretor executivo (cargo honorário). Propus alguns temas, como a missão, sua participação na instituição, ações realizadas e expectativas sobre sustentabilidade ambiental no país.


Seguem as respostas do entusiasta por meio ambiente e orquídeas, sua paixão:


"A Econsenso tem como missão o financiamento de projetos em Parques Nacionais e áreas protegidas, para consolidar essas áreas no sentido de conservação da natureza.

Não se propõe a suplantar ou substituir o poder público, que tem essa missão, mas não consegue ser muito eficiente nisso devido as suas limitações, principalmente burocracia e lerdeza.


Então, os rendimentos do fundo fiduciário (endowment fund) doado inicialmente por Heinz Gruber (ex-banqueiro, Creditanstalt Austria, BBA e UBS Consenso) são utilizados como “seed money” para viabilizar os investimentos do Estado nas áreas protegidas.

Por exemplo, existem os recursos de compensação ambiental de empreendimentos que, muitas vezes, ficam parados por falta de projetos específicos, como as compensações da Elektronuclear e da Chevron, quase R$50 milhões, destinados ao Parque Nacional da Serra da Bocaina.


A Econsenso investiu em projetos arquitetônicos completos para a sede do Parque, Centro de Visitantes, vários núcleos de visitação, estacionamento e acessos. Neste acaso, aproximadamente R$2 milhões de “seed money” para viabilizar obras muito úteis no valor de R$50 milhões (4%).



O Brasil tem muito potencial para ser uma meca internacional do ecoturismo, com uma biodiversidade e paisagens fantásticas. Isso ainda é muito pouco explorado e precisa ser desenvolvido.

A participação da iniciativa privada, através de parcerias, é um caminho importante também. Temos trabalhado em conjunto com muitas instituições nesse sentido; SOS Mata Atlantica, Associação Cairuçu, Instituto Semeia, Instituto IPE, buscando incentivar e viabilizar esse desenvolvimento.


Por que me envolvi nesse projeto? Porque acho que a conservação da natureza é uma missão essencial para o futuro da biodiversidade, do clima e da humanidade.


Com a tecnologia, o poder do ser humano de mudar e destruir a Natureza cresceu muito, mas a mentalidade ainda não acompanhou essa evolução.

A Natureza é rica e complexa e evoluiu por bilhões de anos. Quanto menos interferirmos nos ecossistemas, maior a chance de sobrevivência da vida como um todo. A biodiversidade é uma lei da Natureza para garantir essa sobrevivência. Outro aspecto no qual acredito e que me fez envolver com esse projeto é que as pessoas precisam do contato com a natureza para sentir que fazem parte dela, para amar e respeitar a vida, os animais, as plantas e as paisagens naturais. Não podemos amar o que não conhecemos.



Esse contato é a proposta dos Parques Nacionais. Só através da educação ambiental e da promoção do convívio das pessoas com a natureza intocada podemos evoluir nesse sentido.

Meu sonho global é bastante ousado, mas considero-o possível e viável: desmatamento zero e 50% das áreas do planeta protegidas.


Com a evolução da tecnologia na produção de alimentos e a aplicação coerente disso, precisamos de menos de 30% das áreas já desmatadas para alimentar toda a humanidade.

Com a integração da energia solar, não precisamos mais de combustíveis, ou muito pouco, para processos específicos apenas."


Vera Lucia encerra a entrevista com: "Muito obrigada pela colaboração. Sua visão está toda alinhada com a do Climate Reality Project, que considera que a conservação ambiental está ligada à parte social , não só com a mitigação da poluição, mas também igualdade para todas as minorias, não importa se de gênero, raça, religião, etc. Até processos de fundição de metais se estão fazendo com energia solar. E os parques eólicos estão crescendo, inclusive no Brasil. Mas, e o descarte de baterias de carros elétricos, uma obrigatoriedade no futuro? Serão todas recicladas e 'remanufaturadas', já existe tecnologia para isso.


Espero que seu/nosso sonho se realize. Não estarei neste mundo em 2050, mas desejo que seja melhor, com a terra mais saudável e os homens, mais iguais. Mais uma vez, muito obrigada."


Imagens: Rudi Schwark

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