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Cartas de Direitos Climáticos pelo Brasil: Quilombos Sítio Araçá e Jatobá II

Como parte de nossas boas práticas de acessibilidade digital, este texto foi disponibilizado como página na web: Cartas de Direitos Climáticos pelo Brasil: Quilombos Sítio Araçá e Jatobá II


hrupo que participou do encontro de construção, cerca de 40 pessoas. ao fundo o céu claro com nuvens brancas. o chão é de terra vermelha.

Em abril de 2024 aconteceu o encontro de construção da Carta de Direitos Climáticos Quilombos Sítio Araçá e Jatobá II, organizado pelo The Climate Reality Project Brasil em parceria com as organizações Associação Remanescente de Quilombola do Sítio Araçá, Associação Quilombola da comunidade Jatobá II -AQUICBA e Quilombos de Pernambuco. O evento contou com a presença de 89 moradores dos territórios e facilitadores. Ao longo do debate, foram selecionados três eixos de trabalho.


Os eixos priorizados pelos participantes foram: Direito à Terra, Direito à Educação e Direito à Saúde.


“Porque a lei existe e não é colocada no papel? Isso afeta o desenvolvimento do nosso território. Os professores de fora que vem trabalhar aqui não conhecem a realidade e as necessidades do nosso território. É fundamental o fortalecimento dos conhecimentos quilombolas para as próximas gerações”


grupo emambiente interno, santado em cadeiras formando um circulo. no centro, vários itens da cultura quilombola.

As histórias do Quilombo Jatobá II e da Comunidade Quilombola do Sítio Araçá remontam ao século XIX, sendo ambas marcadas pela luta e resiliência de seus fundadores. No Jatobá II, Manoel Gregório de Sá Barreto, filho de uma mulher escravizada, estabeleceu-se em 1879 na região, onde formou famílias e enfrentou desafios, buscando melhorias e reconhecimento como comunidade quilombola. Por outro lado, a origem da comunidade Araçá remonta à guerra de Canudos, quando Raimundo, fugindo dos conflitos, encontrou refúgio nas terras da região, tornando-se o fundador da comunidade. Após a abolição da escravatura, Raimundo e sua esposa Flauzina permaneceram na área, dando origem à comunidade, que hoje está na sexta geração das famílias Ferreira e Nunes. Ambas as comunidades continuam a lutar pelo desenvolvimento sustentável e pelo bem-estar coletivo de seus membros, representando a resistência e a herança cultural dos quilombos brasileiros.


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