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Bem-vindo, Sérgio Besserman!

Atualizado: 21 de Out de 2020

Economista e Líder da Realidade Climática integra a equipe do Climate Reality Brasil como coordenador estratégico


Por: Ariene Susui

Sergio Besserman Vianna, ambientalista e economista, foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Líder da Realidade Climática e recentemente entrou para a equipe do Climate.

Para conhecer mais sobre o líder, realizamos uma entrevista em 08 de outubro. Confira:

A primeira pergunta foi exatamente para entender a trajetória de vida do líder, nesse contexto Sergio relatou como iniciou sua caminhada na discussão sobre o clima:


“Minha trajetória como líder da realidade climática tem sido uma das mais fundamentais da minha vida, como profissional pois em todos os trabalhos que fiz procurei em tudo introduzir a realidade climática, ela estava presente em tudo que eu fazia como acadêmico pois a economia e a ciência de mudanças climáticas virou o eixo dos meus estudos, de pesquisas, e das aulas que ministro, principalmente como cidadão, como indivíduo porque me permite uma inserção da história e sem isso a vida seria menor".

Durante essa caminhada Sérgio ressaltou a importância da sua trajetória de vida como cidadão, ativista social e político, e enalteceu que participar desse processo foi muito engrandecedor, pois teve a chance de participar das transformações sociais, políticas, culturais que o mundo tem que fazer neste século com capacidade de ação.

Vianna participou da formação do Climate Reality e destacou o quanto isso foi transformador no seu trabalho na luta contra a crise climática, pois viu algo diferente, os debates e as ações vão além das questões individuais, dando margem para participação em muitas outras organizações.


Ressaltou ainda que no climate há uma relação de conexão com todos, com acesso a uma diversidade no qual ele aprendeu muito, com pessoas de várias partes do Brasil e do mundo.


Em relação a economia e a crise climática, que é um dos grandes temas debatidos no século XXI, o ambientalista explica como se dá essa relação entre ambos e quais as problemáticas, contextualizando que a crise climática não é uma mera transição tecnológica, ela tem uma relação muito profunda com a economia, com as relações sociais humanas, com a política com “P”maíusculo, que diz respeito com as transformações do porte do renascimento e do iluminismo.

Ele afirma que a sociedade precisa de uma governança global, de uma tribo de todas as tribos, precisam ir longe, pois são grandes transformações em toda civilização, chamando assim para um novo abandono de um tipo de civilização para outro tipo de civilização.


Destacou que a economia como a sociedade conheceu desde a revolução industrial para cá precisa passar por transformações muitíssimas mais amplas do que a energia renováveis.


"A macro economia global está no impasse, ela depende de investimentos, depende de disposição de apostar em inovações tecnologias e todos sabemos que precisaremos ir para uma economia de baixo carbono, mas os finais dos preços ainda não incorporou essa dimensão tão profunda, tão gigante do realidade, é sinal que o mercado recebe dos preços ainda é o contrário. A relação entre mudança climática e a economia o tema mais importante da macro economia global e da inserção da economia de cada país na economia global é a crise climática, a transição para o baixo carbono”.


Olhando em uma perspectiva pós pandemia a pergunta ao líder foi direcionada sobre quais caminhos a sociedade precisa tomar para adotar uma economia verde. No contexto histórico de pandemia Sérgio responde.


“A pandemia do COVID-19 acelerou equivocamente o entendimento que nós precisamos urgente de uma economia de baixo carbono, uma economia verde, nem toda pandemia muda a história, a penúltima antes da covid-19, a influenza de 1918 não foi um grande vetor de transformações históricas, a revolução soviética, o declínio do império britânico, a primeira guerra mundial foram muito mais importantes, diferente da peste negra que acelerou o fim da idade média e abreviou o renascimento, a pandemia da covid-19, encontra grandes questões históricas represadas, negadas por grandes líderes e represadas na nossa capacidade de agir por essas dificuldades que já falamos que exige uma governança global, exige mudanças muito importantes, é uma transformação muito profunda e muito grandes.


Ao finalizar a conversa foi abordado como a agenda climática pode ser positivamente transformadora para sociedade. Sérgio faz pontualmente suas falas direcionando para as mudanças no contexto social nas novas gerações.


“As transformações que são necessárias para o enfrentamento das mudanças climáticas, elas transformam a sociedade como se é estatal ou se é privado e olhar para onde queremos chegar e qual a melhor combinação entre o estado e a iniciativa privada, trata-se de olhar para as gerações que chegam com um sentimento de responsabilidade inclusive com aqueles ainda vão nascer. A crise climática é o maior desafio do século XXI e desafios sempre nos fazem crescer”.

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