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Manifesto Jovens pela Educação Climática na COP26

Gabriel Adami conta sobre participação da juventude durante a conferência


Por Gabriel Adami

A 26° Conferência das Partes sobre o Clima da ONU (COP26) teve uma das maiores representações jovens e o primeiro dia dedicado, em vinte e seis anos, para a juventude. Uma das mensagens que traziam era clara: uma educação climática. Jovens do movimento Fridays for Future Brasil em parceria com o Climate Reality Brasil levaram um manifesto escrito por 12 jovens de diversas regiões do Brasil, intitulado ‘’Jovens pela Educação Climática: Por uma educação climática no Ensino Básico Brasileiro’’


Na foto temos 13 jovens em frente a um painel roxo, com a ilustração de um globo terrestre verde e roxo. No painel temos a frase "UN Climate Change Conference".
Membros do Climate Reality Project Brasil e Greve pelo Clima (FFF Brasil) na COP26.

Entre muitas exigências, o manifesto clamava pela implementação de uma educação climática no Ensino Básico brasileiro, visto que muitos jovens não detém o conhecimento necessário sobre as crises ambientais que enfrentamos. Na COP26 não foi diferente, mas dessa vez, a exigência era direcionada para os tomadores de decisão, lá presentes. Recepcionaram e assinaram o manifesto, mas poucas foram as ações verdadeiras tomadas após sua ratificação.


Deputados como Alessandro Molon, Tabata Amaral, Rodrigo Agostinho, dentre outros, foram signatários do manifesto. Governadores também aderiram a iniciativa, destacando-se a participação de João Dória (São Paulo) e Renato Casagrande (Espírito Santo). Todos estiveram muito interessados com a proposta e a nível municipal também, com a entrega ao Secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, ao Prefeito e ao Secretário do Clima de Niterói. Além da assinatura da ex-ministra do Meio Ambiente Isabella Teixeira.


Mesmo com diversas promessas vazias por parte de alguns dos signatários do Manifesto, diversos frutos foram colhidos e são essenciais para alcançar nosso objetivo. Como a criação de projetos de lei a nível municipal e estadual e em diversas cidades do país visando tornar a Educação Climática parte do currículo base nas escolas. Aumento do alcance da mensagem e conhecimento sobre a importância da Educação Climática em todo o Brasil, com mais signatários e mais pessoas se encaixando na pauta. E por fim, uma futura audiência pública sobre o tema na Câmara dos Deputados.


A COP 26 teve muitos avanços, mas também, muitos regressos. O papel da juventude como agente transformador e observador foi feito e não obstante, uma de suas milhares exigências foi ouvida por líderes a nível federal, estadual e municipal: a educação climática.


E é importante ressaltar, que esse é só o início do que se espera alcançar por uma educação climática real de qualidade e democrática a nível nacional nos próximos meses e anos!


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