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Douglas Gilglioti fala sobre a importância de abordar mudanças climáticas nas escolas

Conheça o Líder da Realidade e Mentor e seus projetos voltados para educação ambiental



Na celebração do Dia da Escola (15), convidamos o Líder da Realidade Climática e Mentor, Douglas Giglioti para uma entrevista sobre sua experiência na área de educação ambiental, desenvolvimento humano voltado para a sustentabilidade e sobre o Movimento Escolas pelo Clima, que tem como parceiro o Climate Reality Brasil.


Inicialmente, integrante da Rede Global Shapers do hub São Paulo, Douglas se tornou Líder da Realidade Climática e Mentor em 2019, após treinamento com Al Gore na cidade Norte Americana de Minneapolis.


Mas a história de Douglas no cenário ambiental e climático começou desde sua infância no interior de São Paulo e graças a forte conexão de sua família com a natureza, preservação e subsistência. “Essa simplicidade, essa conexão, junto com a minha percepção de desenvolvimento de pessoas, faziam muito sentido para mim.”, relembra.

Por conta dessa ligação com o meio ambiente, Douglas considerou estudar Engenharia Ambiental durante faculdade, mas acabou seguindo uma trajetória linear no início da carreira como Engenheiro Químico, da qual começou como estagiário e alcançou o cargo de coordenador de engenharia em uma empresa multinacional de cosméticos. Porém, o Líder constantemente refletia sobre as questões “O que eu estou fazendo para retribuir?” e “Em que momento estou devolvendo para o mundo os vários privilégios que tive como pessoa?”.


O apreço pela educação e desenvolvimento de pessoas já eram fatores provocavam brilho nos olhos de Giglioti, e essas condições fizeram com que sua trajetória linear se tornasse “torta” – como o próprio relata em entrevista, para que pudesse chegar no ponto de co-criação do Reconectta, junto com a Engenheira Ambiental Lívia de Campos Ribeiro, onde desenvolvem programas e projetos de educação para sustentabilidade em escolas e instituições, com o objetivo em transformar pessoas, espaços e culturas.


"Falar sobre a crise climática nas escolas é fundamental, prioritário e urgente."

Sobre a relevância de abordar as mudanças climáticas nas escolas, o Líder explica que é preciso formar pessoas para a vida, diferentemente do modelo de “Competências do Século 21”, apresentado pelo relatório “Futuro do Trabalho” do Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum), em 2016. Giglioti aponta que o sistema educacional ainda está baseado em um ideal econômico voltado para as competências necessárias para ingressar no mercado de trabalho.


Isso é muito sintomático na forma em que a gente pensa educação (...) Estamos começando a ter reflexões mais profundas em que, efetivamente, é interessante ter como habilidade e conhecimentos para viver a vida, como educação financeira, constituição – coisas que a gente chega na vida adulta e não tem uma noção. E a crise climática é uma questão que as pessoas se sentem imobilizadas, porque elas não sabem o que está acontecendo. Fica na esfera da ciência – parece que só os acadêmicos conhecem, e algo muito distante para as próximas gerações, mas nós estamos vivendo isso agora.


Para exemplificar os eventos climáticos extremos que vivemos na atualidade, Douglas conta sobre as fortes chuvas que assolaram a cidade de São Paulo e deixaram a capital em estado de atenção para alagamentos, em outubro de 2020. Ele ainda relata que algumas escolas que fazem parte da rede Reconectta foram diretamente afetadas. Com isso, o Líder da Realidade conclui que “Precisamos trazer pra perto essa reflexão sobre o que está acontecendo com a gente agora”.


É importante colocar as mudanças climáticas dentro dessa perspectiva [das escolas] para que as pessoas saibam o que elas podem fazer, não só em termos individuais, mas também em termos de pressão de políticas públicas e coorporativas”, ressalta.



Também perguntamos sobre o Movimento Escolas pelo Clima, criado em outubro de 2020, do qual conta com o Climate Reality Brasil como um dos parceiros. A movimento é uma comunidade de escolas comprometidas em proporcionar um espaço onde todos os estudantes sejam capazes de agir na busca de soluções para a crise climática. Em 5 meses desde a criação, o Escolas pelo Clima já conectou 115 escolas públicas a particulares ao longo das 5 regiões brasileiras, com cerca de 89 mil alunos envolvidos e aproximadamente 13.500 educadores que aderem ao empenho de se formar e informar sobre as questões climáticas.


Atualmente, a iniciativa está presente em 16 estados do Brasil, com um núcleo composto por 52% de rede pública e 48% de rede particular.


Douglas diz que com uma estratégia voltada para o acolhimento, onde não são impostas muitas barreiras para fazer parte das escolas signatárias, acaba sendo simples se tornar parte do movimento. Porém, visando o compromisso, o Líder ressalta que os critérios para continuar são rigorosos.


O Escolas pelo Clima está em fase de expansão, com o intuito de chegar aos 27 estados brasileiros. Para isso, as instituições de ensino devem trabalhar o tema das mudanças climática em pelo menos uma atividade pedagógica e em uma formação de professores em 2021, no formato e maneira que desejar para engajar outros a fazerem parte dessa comunidade.


Conheça mais sobre o Escolas pelo Clima pelo site e pelas redes sociais.



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